31 de janeiro de 2013

Tragédia ou Benção?


Tragédia ou Benção?
Não sabemos o dia de amanhã.
“Conta-se uma estória de uma aldeia, onde havia um velho muito pobre. Ele possuía um lindo cavalo branco. Numa manhã ele descobriu que o cavalo não estava na cocheira.
Os amigos disseram ao velho: – Mas que tragédia, seu cavalo foi roubado!
E o velho respondeu: – Calma, não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não esta mais na cocheira. O resto é julgamento de vocês.
As pessoas riram do velho. Quinze dias depois, de repente, o cavalo voltou. Ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso; ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.
Novamente as pessoas se reuniram e disseram: – Velho, você tinha razão. Não era mesmo uma tragédia, e sim uma bênção.
E o velho disse: – Vocês estão se precipitando de novo. Quem pode dizer se é uma bênção ou não? Apenas digam que o cavalo está de volta…
O velho tinha um único filho que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um dos cavalos e fraturou as pernas.
As pessoas se reuniram e, mais uma vez, se puseram a julgar: – E não é que você tinha razão, velho? Foi uma tragédia mesmo, seu único filho perder o uso das duas pernas.
E o velho disse: – Vocês estão obcecados por julgamentos! Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe ainda se isso é uma desgraça ou uma bênção.
Aconteceu que, depois de passadas algumas semanas, o país entrou em guerra e todos os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar menos o filho do velho.”
Muitas vezes o que achamos ser uma tragédia pode ser a graça de Deus agindo em nossa vida!
Talvez o deserto onde você se encontra, seja uma forma de Deus te fazer aprender, crescer, depender dEle.
A tempestade que sobreveio sobre o barco de Jonas, era graça de Deus para trazê-lo de volta ao caminho da obediência.
Terça passada estive pregando em um presídio. Ao final daquela pregação fui conversar com um daqueles detentos.
Ele havia entregado sua vida a Jesus naquela noite e me disse assim: “Foi Deus que me trouxe a este lugar para que eu me encontrasse com Ele. Estou aqui apenas por uma semana pois não paguei pensão alimentícia”.
Apenas uma semana! Mas foi marcante para a vida daquele homem. Uma aparente tragédia, talvez tenha sido a maior benção que ele já recebeu, pois tivera um encontro com Cristo naquele lugar!
Por Daniel Simoncelos

Mulheres consagradas: Instrumentos de Deus para esta geração

Mulheres consagradas: Instrumentos de Deus para esta geração
Ester 2.7,17; 4.10-16
O livro de Ester tem sido alvo de diversas críticas por parte de religiosos e estudiosos. Alguns críticos julgam que Ester é um livro de pouco valor religioso. A razão dessas críticas é que este livro é desprovido de um vocabulário religioso. Não existe nenhuma referência ao nome de Deus, Javé, Adonai, Senhor dos Exércitos, não fala de oração, adoração, sacrifícios, não menciona qualquer atividade religiosa. Por causa dessa sua característica, o livro de Ester tem sido desprezado por alguns.
No entanto, apesar de não mencionar o nome de Deus, é impossível ler o livro de Ester e não perceber a “mão oculta” de Deus controlando e dirigindo todos os acontecimentos, e todas as aparentes coincidências. Nesse livro, de fato, Deus age.
Deus age no decreto do rei que depôs Vasti do seu posto de Rainha.
Deus age nas saudades e lembranças que o rei teve de Vasti (3.1)
Deus age no conselho dos jovens para que o rei promova um concurso para escolher uma nova rainha. (3.2-4)
Deus usa os “dotes físicos” de Ester para colocá-la no posto de rainha da Média e da Pérsia.
Deus age através do destemido e ousado Mordecai.
Deus age através da órfã, da bela, corajosa e consagrada Ester.
Deus age provocando insônia no rei Assuero (6.1-3)
Deus age dando livramento aos judeus e humilhando os seus inimigos.
Todas as páginas do livro de Ester transpiram o agir de Deus!
Vejamos a descrição que o livro faz de Ester. (2.7)
Era uma jovem órfã, bela, de boa aparência e formosura. A NVI a descreve como uma “moça” atraente e muito bonita.
Em 2.17 vemos a beleza de Ester deixou o rei encantado, de boca aberta, conquistou o coração de Assuero, desmontou, deixou meio “abobalhado” o homem mais poderoso da época.
Mas é preciso que se destaque que a bela atraente e formosa Ester era uma mulher consagrada. Ela não usou os seus “dotes físicos”, a sua beleza de maneira apelativa; não usou a sua formosura natural de maneira vulgar e sensual; não usou a sua aparência encantadora para conseguir o que queria.
No entanto, Deus usou a beleza, a formosura e a boa aparência de Ester como passo inicial no seu propósito de preservar a vida de seu povo.
Sendo assim, com base na vida dela, gostaria de falar um pouco sobre o tema:
“Mulheres consagradas: Instrumentos de Deus para esta geração”
1. Mulheres consagradas vivenciam dilemas (v.11,13)
A resposta de Mordecai para Ester colocou-a diante de um dilema. E, o que é um dilema? “É uma situação embaraçosa com duas saídas difíceis ou penosas”.
Ester tinha consciência que comparecer perante o rei sem ser chamada era morte certa. Porém, Mordecai mandou dizer-lhe: você é judia! Se o edito for executado você também morrerá. Ou seja, de um jeito ou de outro sua vida está correndo perigo. Se você comparecer perante o rei corre o risco de morrer; se você não tentar, se omitir, você também morrerá. Ester estava diante de um dilema!
O dilema de Ester é o dilema de muitas mulheres consagradas em nossos dias. Quantas mulheres de Deus hoje não vivenciam os mais diversos dilemas?
Como esposas num relacionamento conjugal complicado, vivenciam o seguinte dilema: Sacrificar-se, negar-se a si mesma e continuar crendo que Deus pode fazer um milagre no seu casamento, ou, “chutar o pau da barraca”, abrir mão de tudo, e buscar ser feliz sozinhas ou num outro relacionamento.
Como mães responsáveis pela criação e educação de filhos, vivenciam o seguinte dilema: Manter a postura firme com os filhos adolescentes e jovens, insistir em ensinar-lhes os valores da Palavra de Deus, ou, liberar geral, soltar as rédias, evitar o “stress” e deixá-los á vontade. Afinal de contas estamos vivendo “novos tempos”.
Como mulheres em seus múltiplos papéis, vivenciam o seguinte dilema: ser uma esposa sábia, submissa, que prioriza a edificação de sua casa, que entende o ser mãe e esposa como ministério, ou, seguir a ideologia do momento de que isso é coisa do passado, que a emancipação como mulher, a busca pela realização pessoal é mais importante que a saúde da família.
Como profissionais enfrentam o seguinte dilema: honrar a Deus na sua empresa, no seu setor de trabalho e na faculdade, e correr o risco de perder o emprego e se expor ao ridículo, ou, desonrar a Deus, manter o emprego e ser aceita no meio acadêmico.
Esses são apenas alguns exemplos dos dilemas que mulheres consagradas vivenciam em nossos dias.
2. Mulheres consagradas sabem que os dilemas da vida demandam mais do que recursos humanos (4.15,16)
Diante do seu dilema, Ester pediu que Mordecai reunisse os judeus para um jejum coletivo, para uma consagração em favor dela e da causa que ela teria que pleitear diante do Rei. Ou seja, ela sentiu a necessidade de apoio espiritual. Mas, não só isso! Ela e as suas servas também jejuariam e se consagrariam.
Ester era rainha; tinha poder; tinha influência; mas dependia de Deus para enfrentar os seus dilemas. Ela não confiou nos seus “dotes físicos”, não buscou “chantagear” o rei apelando para a sensualidade; não confiou na sua beleza para conseguir o que queria do rei; não confiou no fato de que o rei era “caidinho” por ela e faria o que ela pedisse. Ela tinha a mais plena convicção de que os dilemas da vida demandam mais do que recursos humanos. Apesar do texto não dizer, seguramente, Ester orou durante os dias de jejum.
Portanto, lembrem-se disso: os dilemas da vida demandam mais do que recursos humanos. Diante dos seus dilemas como esposas, como mães, como profissionais, como alguém que exerce um ministério na igreja, não tomem decisões pelo “calor do momento”, fundamentadas nos seus “achismos”, com base em seus “talentos naturais”, impulsionadas pela “sensação do momento”, norteadas pela ideologia que diz: “O que importa é ser feliz”. Isso é uma falácia! O que importa é honrar a Deus! O que importa é glorificar a Deus em nosso viver.
Mulheres consagradas enfrentam os dilemas da vida de joelhos, buscando ao Senhor, dependendo Dele, crendo sempre na possibilidade de um milagre.
3. Mulheres consagradas são sensíveis ao propósito de Deus para suas vidas (v.14c)
Mordecai deixou claro para Ester que ela teria a liberdade de escolher não se arriscar comparecendo perante o rei. Sua decisão, no entanto, não implicaria na extinção do povo judeu. Se ela falhasse, Deus teria outra maneira de salvar e livrar o seu povo.
Porém, Mordecai levou Ester a refletir sobre a possibilidade de Deus tê-la colocado no posto de rainha “com um propósito”.
A decisão de Ester no v.16 demonstra que ela entendeu que na sua posição como rainha havia um propósito de Deus. Ela entendeu que Deus queria usá-la para preservar a vida do seu povo. Então, Ester decidiu cumprir o propósito de Deus, mesmo diante da real possibilidade de perder a sua vida; mesmo consciente de que o cumprimento desse propósito acarretaria “risco” de morte. Ela mesma disse: Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci. (Et 4.16d)
Reflita sobre isso: Em que posto Deus te colocou? Que posição ele tem dado a você nesta geração?
Professora, secretária, atendente, vendedora, empresária, estudante, profissional liberal, líder de ministério, esposa, mãe, dona de casa?!?! Procure entender o propósito de Deus na sua vida. Seja sensível! Quem sabe se Ele não te colocou nesse posto, nesse tempo, nessa geração para cumprir um propósito D’ele?!?!
Quem sabe ele não te colocou onde você está para ser um “instrumento” disponível para ser usado para a glória D’ele.
Diga como Maria: “Aqui está a serva do Senhor, que se cumpra em mim conforme a tua Palavra”. Lc 1.38.
Pr. Paulo César Nascimento

Outro Jesus, outro espírito e outro evangelho


2 CO 11.1-4; 28,29
“Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis” (2Co 11.4 – Revista e Corrigida)
Em 2Co 11.1-4, 28, 29 Paulo expressa o seu zelo, o seu cuidado e a sua preocupação não só com a Igreja de Corinto, mas com todas as igrejas.
Os crentes de Corinto era um rebanho extremamente trabalhoso, complicado e complexo. Dentre as igrejas da época, Corinto foi a que mais recebeu da parte de Paulo cuidado, visitas e conselhos pastorais. Por outro lado, a igreja de Corinto foi o rebanho que mais lhe fez sofrer. Apesar disso, Paulo se mostra aqui zeloso, cuidadoso e preocupado.
Em 11.2a Paulo ressalta o seu zelo pela igreja de Corinto; assume a posição de um pai que vela pela pureza da filha até o dia do casamento. Ele se coloca como alguém que compartilha o zelo de Deus pelo seu povo.
Em 11.3 Paulo destaca o receio e o temor do seu coração. Ele teme que as mentes dos Coríntios sejam desviadas e corrompidas por falsos ensinos.
Em 11.4 Paulo se mostra preocupado porque a igreja de Corinto estava aceitando que falsos apóstolos ensinassem e introduzissem na igreja um outro
Jesus, um outro espírito e um outro evangelho.
Quando lemos esse texto temos a impressão que Paulo está escrevendo para hoje! De sorte que, as suas preocupações com a igreja de Corinto, devem ser as nossas preocupações pastorais hoje.
Em nossos dias tem sido proclamado em igrejas “supostamente” evangélicas…
1. Outro Jesus (v.4a)
Hoje, na tentativa de atrair pessoas para igreja, tem-se proclamado um outro Jesus.

* O Jesus triunfalista  O Jesus dos milagres, das maravilhas e das coisas espetaculares. O Jesus apenas de glória e poder; que transforma homens em superhomens; que transforma crentes em supercrentes; que muda a tua vida e te transforma em um ser imune às dores, aos sofrimentos e às tragédias da vida.
* O Jesus Curandeiro  Amados, Jesus cura, mas curar não foi a cerne do seu ministério; não foi a razão primordial de sua vinda; não foi o tema central da sua pregação. Suas curas atraíam pessoas de todas as partes. Porém, ele não fazia “estardalhaços”; não fazia propagandas para atrair um público ávido por sinais; não fazia delas “estratégia de marketing”.
Em nossos dias, pessoas têm sido atraídas por causa de uma “propaganda barata” do Jesus curandeiro. Pessoas têm vindo a Jesus meramente em busca de uma libertação dos males do corpo.
* O Jesus Papai Noel  O bom velhinho, sempre pronto a dar e a presentear. Essa concepção de Jesus tem gerado crentes sempre dispostos a receberem e a serem servidos, mas pouco dispostos a darem e a servirem.
* O Jesus Banco Central  O solucionador dos problemas financeiros. O Jesus Banco Central dos nossos dias tem atraído às igrejas desde o cidadão mais simples ao empresário “quebrado”, à beira da falência.
E a pergunta que deve-se fazer é: onde foi parar o Jesus da Bíblia? Qual o destino do Jesus crucificado? …do Cristo da Cruz?…do Jesus humilhado, perseguido e sofredor?
Precisamos trazer de volta para a Igreja, para os nossos púlpitos, para as nossas pregações o Cristo crucificado.
As pessoas precisam ser atraídas não pelo Jesus triunfalista; não pelo Jesus curandeiro; não pelo Jesus papai Noel; não pelo Jesus Banco Central; mas, pelo
Jesus crucificado, o poder de Deus para a salvação.
As pessoas precisam ser atraídas pela convicção de pecado, de condenação eterna, de necessidade de arrependimento, de necessidade de abandono de pecado, e por entender que a salvação é-nos concedida, não por um outro Jesus, mas pelo crucificado.
Em 1 Co 2.2 Paulo disse:
“Porque decidi nada saber entre vós senão a Jesus Cristo e este crucificado”.
Em nossos dias tem sido proclamado em igrejas “supostamente” evangélicas…
2. Outro espírito (v.4b)
Quando os Coríntios aceitaram Cristo mediante a pregação de Paulo, Deus lhes deu o Espírito Santo.
Mas, agora, falsos apóstolos estavam introduzindo e fomentando na igreja um outro espírito.
* Espírito arrogante  Um espírito que menospreza os demais e se acha o tal; o super espiritual; o portador de uma espiritualidade elevada.
* Espírito de vanglória  Um espírito que leva pessoas a se gabarem pelos dons recebidos e pelas realizações em nome de Deus.
* Espírito de rebeldia e discórdia  Um espírito que causa divisões, facções e partidarismo no meio da igreja.
* Espírito escravizador  Um espírito que leva alguns a exercerem domínio sobre outros pelo medo do que lhes poderá acontecer se não prestar obediência irrestrita.
À semelhança de Corinto, quantas igrejas hoje não têm abraçado outro espírito?!?! Se o espírito que supostamente atua em nós produz arrogância, rebeldia, discórdia, vanglória e escraviza as pessoas, precisamos avaliar que espírito é esse!
O Espírito de Deus gera humildade, submissão, unidade, amor, paz, harmonia, serviço mútuo e liberdade, poder para testemunhar, comunhão, partilha de pão, e preocupação com o necessitado.
Nesse texto, Paulo, se mostra preocupado porque a igreja estava abandonando o Espírito de Deus e aceitando outro espírito.
Em nossos dias tem sido proclamado em igrejas “supostamente” evangélicas…
3. Outro evangelho (v.4c)
O evangelho apresentado por Paulo em Corinto era o evangelho da graça, do arrependimento do pecado, da cruz, do compromisso abnegado com o Cristo.
Mas, os Coríntios estavam abraçando uma nova visão do evangelho, um outro evangelho.
Parece que Paulo estava escrevendo para a igreja brasileira no sec. XXI.
O que preocupava aquela época, é a mesma coisa que preocupa que incomoda os pastores zelosos dos nossos dias.
* Evangelho a 1,99 

Esse evangelho é barato, acessível e serve aos propósitos de quem o adquire. Nesse evangelho, o pecador não é tratado como pecador, mas como cliente. E, se o pecador é cliente, todo cuidado é pouco. Afinal, o cliente é quem manda! É preciso tratá-lo com jeito, para não afugentá-lo nem contrariá-lo. Se o pecador é cliente, seu compromisso maior é financeiro. Sua relação com Deus não passa de uma relação monetária. O pecador/cliente precisa apenas investir. E esse seu investimento tem retorno garantido. Esse é o evangelho a 1,99. (Pr. Lourenço Stelio Pega)
* O evangelho sem a graça.
Nesse evangelho, se alguém quiser conseguir algo de Deus, é preciso pagar um preço. Quem quiser alcançar bênçãos precisa pagar por elas. Quem quiser conseguir a salvação, faça por onde. E se a conseguiu, cuidado para não perdê-la. Esse é o evangelho sem a graça.
* O evangelho da libertinagem
Esse é o evangelho sem disciplina, sem restrições comportamentais, onde é “proibido proibir”, onde o relacionamento amigável com o pecado é aceitável. Onde se diz “todas as coisas me são lícitas” e ponto final. Esse é o evangelho que transforma em libertinagem a graça de Deus e nega o senhorio de Cristo.
Conclusão
O Deus que pastoreia a sua igreja através de pastores pôde contar com Paulo, o pastor, no séc. I. Ele era um líder zeloso, cuidadoso e preocupado com a saúde da Igreja. Ele não se calou diante da introdução e fomentação de um outro Jesus, um outro espírito e de um outro evangelho dentro da igreja de Corinto.
Precisamos orar para que Deus continue levantando líderes cuidados com a saúde do rebanho. Precisamos zelar pela igreja “com zelo de Deus” e não permitirmos, não aceitarmos e nem nos calarmos diante da atual pregação em nosso país, de um outro Jesus, de um outro espírito e de um outro evangelho.
Pr. Paulo César Nascimento

A luz do mundo

A luz do mundo
Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. (João 12. 46)
A luz contrasta com as trevas. O homem empenha-se com afinco para afugentar a escuridão física, porque sente necessidade da energia, da luz.
Quando Deus criou o universo, a luz estava inserida no projeto como elemento essencial, sem a qual, a terra continuaria no caos e a vida não surgiria.
O mundo sem luz seria como um vale árido, sombrio e detestável, porém, Deus o encheu de beleza adornando-o com a luz.
Sem luz as trevas imperam, a vida sucumbe e a terra perde todo o seu atrativo, porque ela produz a beleza, o calor, a cor, a vida.
Quando Deus fez o universo, adornou-o com a colossal auréola de luzes, provindas do exuberante sistema solar, e ela interagiu com toda a natureza.
Assim, as plantas, as flores, os pássaros e o ser humano, todos puderam celebrar.
Filósofos, físicos, ensaístas, cativados pela grandeza que a luz revela, embrenharam-se pelos caminhos e becos complexos da ciência para descobrirem seus efeitos e causas e deslindar seus encantados mistérios e muitos, a exemplo de Newton, admitiram que a causa da causa era Deus.
Assim como o Deus criador é o causador da luz física, ele o é também da luz espiritual, sem a qual a alma vagueia em escuridão.
Deus criou a luz, mas a humanidade precisava de luz para buscar evolução, precisava de luz para caminhar nas noites, precisava de luz dentro de casa. Para Erasmo Darvwin, Newton explorou, nas manifestações da natureza, a causa e o efeito, e, por encanto, desvendou todas as suas leis latentes. Quando Newton morreu, Alexander Pope, escreveu um poema que está gravado no quarto onde Newton nasceu, na Mansão Woolsthorpe: “A natureza e as leis da natureza se escondiam na noite. Deus disse: Que se faça Newton! E tudo se transformou em luz”. Da mesma forma, Deus olhou a humanidade, e apesar de toda luz criada, ela vivia em densas trevas espirituais. Deus, então enviou Jesus Cristo, a luz do mundo, para que todos pudessem encontrar a luz da vida.
Podemos então afirmar que Deus é o grande sol, cuja luz projeta-se em Cristo e através dele é transmitido a todos nós, a luz imarcescível da sua divindade.
Quem conhece essa luz e vive nela, tem em si a vida de Deus, conhece e descobre as prerrogativas do seu Reino.
A força opositora da luz espiritual são as densas trevas, que adejam sobre cada pessoa, procurando o domínio da alma. Esta força é produzida pelo príncipe das trevas, Satanás, que com artimanha e toda sagacidade que lhe é peculiar, investe contra a humanidade na sua deslocada loucura, para, ardilosamente, destruir as fortalezas. Assim, o homem, frente aos seus ataques, fica inerte, tornando-se presa fácil. Escravo, e passa a servi-lo como Senhor em suas atitudes. A única alternativa, divinamente providenciada para combatermos o império da trevas é a rendição total a Cristo, que é, a luz do mundo.
Por menor que seja a sua luz, jamais será destruída pelas trevas; ao contrário, as trevas em investida destruidora acabarão dando brilho a pequena, e às vezes, insignificante luz.
O homem, ao contrário dos animais irracionais, sempre buscou pela luz, tanto a real quanto a simbólica, porque a luz também aponta para iluminação espiritual e absorção do conhecimento. O salmista Davi dizia: Envia a tua luz e a tua verdade para que me guiem.
É necessário luz para descobrir a verdade, tão necessária para a libertação e felicidade humana. Charles Spurgeon, escreveu: “Ainda que as verdades, como as rosas, tenham espinhos, os homens retos as levam sempre junto ao coração. Nossas almas devem ser o santuário e o refúgio da verdade”.
Luz ou escuridão espiritual, eis a questão. Os que optam em viver sem a luz de Deus, não conseguem andar no caminho da verdade. Diz a Bíblia que, Satanás é o príncipe das trevas; mas acrescenta: ele pode se transformar em um anjo de luz”. É preciso discernimento! A luz que supomos ter, procede de Deus? O profeta Isaías adverte: “Ai dos que ao mal chamam de bem, e ao bem, chamam de mal. Que fazem da escuridão luz e da luz obscuridades, põem o amargo no doce, e o doce no amargo. Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos, e prudentes em seus próprios conceitos”.
Os agentes do mal trabalham no escuro e no oculto. Envolvem pessoas com males complexos, de difícil decifração. Os males que se proliferam no meio social acabam destruindo a felicidade e a esperança, por isso, o incentivo de Deus a Israel, serve para todos nós: “Vinde ó casa de Israel e andemos na luz do Senhor (Is 2. 5).
Muitos dizem que o importante para a pessoa é ter uma religião, mas não podemos esquecer que muitas jazem nas trevas. Por isso, é preciso luz divina tanto para discernirmos, quanto para descobrirmos o caminho certo. Este está comprometido com a luz, porque os que andam nas trevas são facilmente identificados:
1) Quem anda nas trevas não sabe para onde vai (João 12. 35;
2) Quem anda nas trevas, pratica o que é mal, porque aborrece as obras da luz (João 3. 19 – 21);
3) Quem anda nas trevas diz, não entender nada da Palavra de Vida, e tem muitas dificuldades de assimilar as lições espirituais.
4) Quem anda nas trevas tem o entendimento fechado: “o deus deste século, cegou-lhe o entendimento, para que não lhe resplandeça a luz (2 Coríntios 4. 4).
Se você se sente em meio às trevas, que empobrecem, degradam e matam, venha para a luz: “Levanta e resplandece porque vem a tua luz e a glória do
Senhor nasce sobre ti (Isaías 60. 1). Nas trevas, a esperança desvanece e a Fé morre. Na luz divina, há vida, paz, fé, amor e felicidade.
Vem para luz sentir seus efeitos benéficos! Vem para a luz, receber sua ação salutar. Disse Jesus: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue, não andará em trevas, mas terá a luz da vida (João 8. 12). Para tanto é preciso atitude, coragem, fé.
Quando você desprender-se e jogar-se nos braços de Deus, terá sua alma iluminada pela sua maravilhosa presença e cumprir-se-á o que está escrito:
“Então romperá a tua luz, como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante, e a glória do Senhor será a tua reta guarda, então clamarás e o Senhor te responderá, gritarás por socorro e ele dirá: Eis me aqui (Isaías 58. 8, 9).
São muitos os privilégios para os que resolvem andar na luz, pois, além de receberem bênçãos para esta vida, terão o caminho iluminado por toda a eternidade.
Já pensou ter que enfrentar a eternidade desprovido da luz divina? De acordo com o escritor Raymond Moody que pesquisou sobre o EQM – experiência do quase morte, ou morte clínica temporária, as pessoas que passaram por ela relatavam ter passado por experiências, como: Entrando em abismo escuros e sombrios. Outras, avistavam luzes e ouviam sons agradáveis. Recorrendo aos princípios do cristianismo afirmaríamos que, seriam experiências de luz e trevas.
Paulo, escrevendo a Timóteo declarou que, Cristo vindo à terra destruiu a morte e trouxe à luz, a vida e a imortalidade mediante o Evangelho (2 Timóteo 1. 10).
A luz que Cristo projetou no mundo é a luz cativante, singular e cheia de ternura. É para essa luz que Deus nos chama. O apóstolo do amor, João, assim escreveu: “Ora a mensagem que da parte dele temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz como ele na luz está, mantemos comunhão um com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu filhos, nos purifica de todo pecado.
Vem para luz, sentir de perto a vida de Deus. A Vida que destrói a nossa morte e ressuscita a nossa esperança, para uma vida melhor, tanto aqui quanto na eternidade.
Por Francisco Meirinho

29 de janeiro de 2013

A tentação de Jesus no Deserto

Lendo o livro: Modelo Social do Antigo Testamento, me deparei com uma parte que me chamou muito a atenção. Muitas vezes li sobre a tentação de Jesus no deserto quando o diabo o tentou

1ª Ele prova se Jesus sabia a sua identidade: Se tu és o filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. Jesus não teve dúvida de sua identidade. Ele sabia que era o filho de Deus.

2ª Novamente ele prova a identidade dizendo: Se és Filho de Deus atira-te abaixo. Nesta tentação, o diabo propõe que Jesus prove quem ele é. Jesus não precisava ver a manifestação de Deus para saber que Ele estava com Ele.

3ª O diabo propõe a Jesus lhe dar as nações antecipadamente. A Bíblia nos diz que todas as nações estarão diante do trono do cordeiro --Apocalipse. O diabo estava querendo adiantar as coisas. 
"O diabo propôs a Jesus: Tudo bem você sabe quem você é. Sabe que não tem que provar nada, que tudo te pertence. MAS vou lhe fazer uma proposta melhor que a do Pai, e te dar as nações agora. Sem espera, sem ridicularização, sem oposição, sem escarnio, sem tortura, sem prisão, sem cruz, sem morte. Jesus poderia ter uma mudança radical, de um simples carpinteiro se tornar o Soberano do Universo. Tudo o que Ele precisava fazer para alcançar mais rápido a Sua visão, era mudar sua submissão ao Pai para uma submissão ao método de Satanás." (Modelo Social do Antigo Testamento-Landa Cope)

Amados, todos os dias estas três tentações são colocadas em nossas vidas. Precisamos saber quem somos em Deus--Somos filhos de Deus. Precisamos saber que não precisamos provar nada a ninguém, nem a nós mesmos. E precisamos olhar para DEUS e conhecê-lo para que possamos alcançar o que Ele tem para nossas vidas, e não nos desviarmos do propósito central de Deus para nossas vidas. Se Jesus tivesse aceitado a proposta de alcançar mais rápido a sua visão, nós hoje não teríamos salvação. Pense nisso. E submeta-se a vontade e ao tempo de Deus em sua vida. Não apresse nada. Saiba contar os seus dias de acordo com a vontade de Deus.


Por Josy Tavares 

28 de janeiro de 2013

Humildade de Espírito

Humildade de Espírito
Estes ensinamentos nos mostram o caráter do cristão. Como devemos ser se realmente desejamos servir e seguir ao Senhor.
Primeiramente estes ensinamentos são para os discípulos de Jesus, todos aqueles que realmente o seguem. Não são limitados aos 12, aos 70 ou às pessoas que estavam presentes ali também, mas a todos. Em segundo lugar, todas as bem-aventuranças são para nós, não apenas uma ou outra. Uma que nos identificamos mais ou menos. Todas elas se aplicam a cada um de nós. Outra coisa é que nenhuma destas características apresentadas é natural ao homem. Ninguém consegue adquiri-las por si mesmo a não ser por Deus.
Grego:

Makárioi hói Ptocói to pneumáti …
Bem-aventurados os pobres de espírito…
Primeiramente temos o versículo 3 que nos diz que Bem-aventurados, felizes ou afortunados (Makarioi) são os pobres como um mendigo (ptocói) de espírito (to pneumati).
Em nossa sociedade as pessoas são conhecidas pelo que elas são, pelo que elas tem e pelo que podem fazer. Quando nos referimos a alguém como pobre de espírito, com certeza não estamos dizendo algo de bom sobre esta pessoa, mas como alguém que não tem caráter, que não tem nada que nos chame atenção. Queremos todos ser ricos de espírito ou elevados espiritualmente ou pessoas iluminadas. Para isso buscamos ser bons, fazer o bem, ajudar os outros, fazer algum trabalho voluntário, fazer doações, etc.
Queremos ser admirados pelos outros. E digo que esta característica que Jesus diz sobre humildade de espírito se compara a ser como um mendigo. Primeiramente digo que ninguém é humilde de espírito. Isto nada tem a ver com ser pobre materialmente ou não. Mas sobre a visão que temos de nós mesmos.
Normalmente superestimamos quem somos. Para os outros somos super rígidos mas conosco sempre somos mais tolerantes. Tanto não somos humildes, que é só alguém nos colocar abaixo de quem somos que aí reclamamos nosso direito.
É só alguém falar para nós que não somos ninguém que vamos fazer de tudo para mostrar quem somos. Quem nunca ouviu aquela pergunta: “Quem é você para fazer isto ou aquilo?”. Outra coisa é a competição que existe no que diz respeito a ter. Sempre querendo mostrar que temos mais do que os outros buscando ostentar isto cada vez mais. E também no que diz respeito a poder. Aí sim. Quando nos deparamos com uma situação em que estamos impotentes ficamos arrasados.
Jesus diz que Afortunados, Ricos, Felizes são os pobres, mendigos, humildes de espírito.
O que será que Ele queria dizer com isto?
Um mendigo é alguém que é dependente. Necessita da ajuda dos outros para sobreviver. Ele não é ninguém perante a sociedade, não pode oferecer nada. Na verdade as pessoas quando passam perto dele viram a cara pois é ruim apenas saber que ele está ali, não é bom de ver.
O mendigo não tem nada, no máximo suas roupas do corpo e algum trapo para se cobrir. Não possui nada de valor consigo. E não pode nada. Ele não tem poder algum. Muitas vezes nem sobre si mesmo sendo entregue a vícios para tentar suportar a realidade de que não é ninguém, não pode nada e não tem nada.
Assim seria o humilde de espírito que Jesus diz. O humilde de espírito é aquele que reconhece que NADA TEM, NADA PODE E NADA É. Ao se deparar com o Senhor, tem consciência do seu estado espiritual.
Contudo as pessoas tem necessidade de fazer algo de bom para tentar justificar quem são. Tentam de todas as formas estar no controle da situação e conquistar sua salvação ou apenas para terem um sentimento de altruísmo. Tudo isto tentando ser pessoas elevadas espiritualmente ou visando estar de bem consigo mesmas. Mas Jesus vem quebrando tudo isto dizendo que precisamos reconhecer que não podemos nada.
Diante disso, lembro-me das pessoas que tiveram algum encontro com Deus na bíblia. Por exemplo Moisés. Moisés foi criado como filho da filha de Faraó na época que o Egito era a maior potencia mundial. Era bem culto e sabia lutar também. Sendo hebreu, aos 40 anos com todo seu vigor tentou libertar seu povo da escravidão do Egito. Não funcionou. E ficou por 40 anos no deserto aprendendo a ser humilde de espírito para então tratar com Deus face a face. Quando Deus o chamou para libertar o povo, Moisés diz que não pode, não é ninguém, para que Deus enviasse outro. Neste contato com Deus, Moisés reconhece quem é. Ali então estava adquirindo o caráter que Deus deseja para nós.
Daniel quando encontrou com Deus caiu no chão sem força alguma. Paulo se dizia o maior de todos os pecadores. Gideão disse que não podia, que era o menor de todos. João caiu no chão como morto. Nos 5 primeiros capítulos do livro de Isaías, vemos o profeta dizendo ai dos idólatras, beberrões, etc. Quando ele vê o Senhor no alto e sublime trono ele clama: Ai de mim!!! E muitos ainda insistem em dizer que estão na sala do trono, ou que viram o Senhor e continuam de pé, se vangloriando de quem são. Acredito que não!!
Quando nos aproximamos do Senhor reconhecemos que não podemos fazer nada por nós mesmos. Que realmente diante de Deus não somos nada e nada temos. A partir daí Deus começa a trabalhar em nós. E a conseqüência disto? Somos afortunados, bem-aventurados porque herdaremos o Reino dos céus.
Só Deus pode mudar nosso modo de viver. O primeiro passo é reconhecer quem somos.
O exemplo para nós de humildade é o próprio Cristo. Você aceitaria ser colocado abaixo do que você realmente é? Se você tivesse todo o poder do universo, fosse a pessoa mais poderosa do mundo, aceitaria dizerem que você tem demônio? Ou seria um simples carpinteiro de nazaré?
Ficaria mudo enquanto alguns líderes discutissem sobre seu destino pensando eles terem poder sobre você? Não defenderia sua integridade quando ela fosse colocada em jogo e você nada fez de errado?
Quando batessem no seu rosto dizendo profetiza quem te bateu, você ficaria quieto?
Não é o servo maior do que seu mestre. Realmente entendemos o que é ser cristão? Praticar verdadeiramente aquilo que tanto pregamos?
Somente podemos crescer espiritualmente quando reconhecermos isto. Só conseguiremos ser usados por Deus se formos humildes de espírito. E isto apenas vêm diante de um relacionamento com Ele, quanto mais próximos dEle mais veremos isto. Contudo pode ser que queiramos nos afastar pois não queremos nos deparar com tal realidade dura, mas continuar floreando fingindo para nós mesmos que tudo está bem quando não está. Mas quando nos deparamos com situações em que o chão abre debaixo de nós, quando percebemos que não temos o controle e que não há pra quem correr pois o dono da situação já não mais é, aí perdemos a esperança. Mas Jesus diz que aquele que reconhece que não tem, mas entrega a si mesmo para o DONO DO UNIVERSO, este é afortunado. Aquele que sabe que não é mas vive para o GRANDE EU SOU, este herdará o reino dos céus. Aquele que reconhece que nada pode fazer mas confia naquele que TEM TODO PODER, este terá sua vida transformada, terá a paz que o mundo não pode dar, será feliz, bem-aventurado, afortunado sendo humilde de espírito porque herdará o reino dos céus.
Bem-aventurados os humildes de espírito porque deles é o reino dos céus.

Por Daniel Simoncelos
Extraído do Blog Somente a Graça

Passemos para a outra margem



Passemos para a outra margem
Passemos para a outra margem
“E naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para a outra margem.”(Mc 4:35)
Amados, a cada dia percebo que a vontade do Senhor é que passemos a outra margem de nossas vidas, que passemos para o outro lado. Mas muitos podem me perguntar: O que seria passar para o outro lado?
Passar para o outro lado é andar com Jesus no sobrenatural. É conhecer um pouco do “ambiente” que Deus age e vive. É sair da esfera terrena que limita o homem as coisas naturais deste mundo e entrar no mar do desconhecido “sobrenatural” de Deus. Lugar este aonde o Senhor é visto e revelado aos homens pelo Seu poder e pelo qual é ILIMITADO. Aonde sua onipresença, onipotência e onisciência é revelada aos homens. Ir para o outro lado é sair da margem do conformismo e entrar para um caminho muitas vezes de risco. É sair da margem da mediocridade e chegar a margem da benção. É claro que para que isso ocorra , muitas vezes estaremos sujeitos a ventos contrários e ondas enormes no caminhos de nossas vidas. Muitas vezes estar em perigo no ambiente natural é uma ótima oportunidade para que o sobrenatural de Deus se manifeste. Aliás, muitos conhecem Jesus assim.
Através destas tribulações e perigo eminente muitas coisas são tratadas em nossas vidas, para que entendamos o propósito de Deus nelas.
Para passar além da margem(sobrenatural) devemos:
1) Saber que estando com Jesus “tudo” pode acontecer no caminho(é inevitável que haja contratempos). O mesmo Jesus disse: “No mundo passeis por aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo” (Jo 16:33). Aliás o Apóstolo Paulo viveu isso por algumas tribulações na sua viagem a Itália e enfatizou o que Cristo havia dito sobre ânimo em meio ao perigo(At 27:22). É preciso então ter ânimo em meio as tempestades, pois o comando está nas mãos do Senhor.
2) Conhecer QUEM É e O QUE DEUS PODE fazer: Naquele dia, no caminho a outra margem, bons pescadores e conhecedores do tempo e do mar natural, não conheciam plenamente as “ondas sobrenaturais” do poder de Deus em suas vidas. Embora estivessem com Jesus “naquele barco” não o acordaram porque “criam” que Ele pudesse acalmar o mar, mas porque queriam uma direção do mestre. Assim muitas vezes somos nós, pedimos uma direção do Senhor (achamos que pudemos fazer por nós mesmos), quando na verdade o Senhor pode fazer muito mais daquilo que pedimos ou pensamos. Os discípulos talvez conhecessem apenas ao “Mestre” Jesus, aquele que ensinava com palavras de sabedoria , conhecimento de Deus, de fortaleza e inteligência (pois sobre Ele repousava o Espírito do Senhor- Is 11:2)
Mas eles, não conheciam com certeza quem era Aquele que humildemente repousava sobre o barco, o que Ele poderia fazer e qual era o Seu poder.
Se soubessem não teriam feito esta pergunta infame: Mestre, não te importa que pereçamos?(Mc 4:38)
Quão grande era o desconhecimento daqueles discípulos com relação ao poder do filho de Deus, Jesus e isto se evidenciou nesta pergunta
Posso imaginar Jesus, descansando em Deus, ouvindo o que acontecia ao redor e subitamente acordado com esta pergunta: Se Ele se importava com os seus discípulos. Mas também posso ver a resposta, não de um mestre, mas do próprio DEUS. Muitas vezes diante da tribulação somos como os discípulos incrédulos. Não sabemos o que está acontecendo(somos consumidos pelo medo), não sabemos o que fazer , a quem recorrer e quando pedimos algo, pedimos mal, pois achamos que Deus não nos ouve, não se interessa em nossa súplica e que Ele não deseja nos salvar. As vezes acreditamos que Ele não se importa conosco. Mas na verdade isso demonstra a falta de fé de nossas vidas. Muitas vezes o Senhor usa algumas situações para que cheguemos ao Seu sobrenatural. O Senhor usa situações contrárias e pessoas que não conhecem a Deus, para que se manifeste o Seu poder (Jn 1:4;6). Muitas vezes não usamos daquilo que fomos chamados por Deus e nos achamos “dormindo” .(como foi com Jonas). Os discípulos achavam que quem estava dormindo era o Mestre, mas na verdade eram eles que “dormiam”. Jesus estava atento , sempre confiou no Pai, mas acreditava que a fé daqueles discípulos poderia contornar a situação.
3) Ter fé que mova o sobrenatural – Há situações que o Senhor espera de uma escolha de fé da nossa parte. Uma fé suficiente para mover o sobrenatural. Fé que não olhas as circunstâncias adversas, opiniões adversas e temores da vida. E essa FÉ que nos faz chegar ao outro lado, que faz entender o Poder de Deus. A resposta de Jesus fez calar os mares, ventos e também os incrédulos. Mostrou o que faz o Deus do sobrenatural em meio a falta de fé. Jesus esperou os discípulos, mas vendo a falta de fé disse-lhes: “Porque são vocês tímidos, não tendes fé(Mc 4:40;Lc 8:25). Jesus respondeu repreendendo o mar e o vento e mostrou-se aos discípulos como o Filho de Deus, pois após o vento e as águas cessarem e perguntaram entre si: Quem é este que até o vento e o mar obedecem.(Lc 8:25).
Ali puderam ver o que é estar do outro lado e ver o sobrenatural de Deus. Para mover o sobrenatural é preciso ação. Todos os heróis da Fé descrita em Hebreus 11, agiram pela Fé e passaram para o outro lado. Apesar do temor inicial (pois são humanos)ao final passaram para o outro lado, não olharam as circunstâncias, nem retrocederam ante a tribulação, mas seguiram para o alvo.(para a outra margem). Uma pergunta fica: O que seriam dos heróis da fé, se não houvessem tribulações? A palavra diz que “ Estes obtiveram bom testemunho de Deus” (Hb 11:2), foram aprovados, pois passaram para o outro lado , porque acabaram conhecendo o Deus que pode todas as coisas. Estes não retrocederam, não voltaram para a escravidão.
O fato não é voltar ao Egito( período de escravidão do mundo) e sim permanecer no Egito e conformar-se com as tribulações (doenças, desempregos e etc..) e com tempestades que ocorrem. Muitos nem “acordam” o Senhor ante as tribulações, são “conformistas” e com isso não conhecem o poder de Deus e o que é ir para o outro lado.
Deus sabe que aqueles que enfrentam as tribulações e as vencem estão aptos para os próximos desafios. Que as tribulações nos preparam para estar na outra margem.
O Senhor sabe que ao chegarmos ao outro lado, teremos outros desafios maiores. Poderá aparecer em nossa frente pessoas aflitas(como o endemoniado geraseno – Mc 5 ) paralíticos(Mt 9)e outras a beira da morte como a filha de Jairo.
Mas quando isso acontecer, nossa fé estará já envolvida pelo sobrenatural de Deus, sabendo que o mesmo Senhor que repreende o mar, expulsa uma legião de demônios e ressuscita mortos é o mesmo que nos deu essa mesma autoridade.
Amados, Jesus nos deu essa autoridade também(Mt 10:1;8), mas nossa fé tem que estar consolidada em obediência (Mt 10:6-7;Lc 24:49). O Senhor não exige que para isso você tenha muitas coisas(Mt 10:9-10) , mas somente uma, a Fé.
E é essa fé que faz a diferença, que te faz passar para a outra margem.
Pela falta de fé não puderam os discípulos usar da autoridade dada a eles (Mt 17:16;20), mas ante alguns desafios maiores obtiveram êxito pela FÉ e se regozijaram por isso (Lc 10:17),
Através disso puderam conhecer o que é passar para o outro lado. A forma como o Senhor fará você passar para a outra margem, só o Senhor sabe.
Ele pode separar o mar para você passar , até mesmo fazer você andar sobre elas, pois o poder é Dele , mas a FÉ é sua.
Quando passarmos pela fé ante as adversidades , esqueceremos que um dia tivemos algum sofrimento, saberemos então que chegamos a “outra margem” e ficaremos alegres e admirados com o que o Senhor tem feito em nossas vidas. Saberemos por completo o que é realmente depender de Deus.
Então o que você esta esperando para passar para outra margem?
Por Anderson Cássio Oliveira

24 de janeiro de 2013

O que vai acontecer com os não crentes quando Jesus Voltar?

O que vai acontecer com os não crentes quando Jesus Voltar?
Para você que está preocupado com a volta (advento) de Jesus e não tem certeza do que vai acontecer com as pessoas que ainda não creram que Jesus é o único capaz de salva-las.
Para responder a pergunta “titulo” deste comentário precisamos olhar com muita atenção para alguns textos bíblicos, e sem demora de forma direta vou tentar te deixar mais preocupado ainda do que já esta com respeito aos chamados ímpios (não crentes), pois creio que se está preocupado é porque deseja que elas sejam salvas, e com base nisso vou dar uma forcinha pra você ter mais força em arrebatá-las do fogo em nome de Jesus.
A questão é de máxima importância e de certa forma difícil de se compreender por isso inicio com o texto de Hb11.1 Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. (ARA)
O fato é que existem muitas versões á respeito de como Jesus virá, o que vai acontecer com os crentes e os não crentes por ocasião da sua volta e para alinhar alguns critérios vou expor aqui alguns textos tais como o de Mateus 16.27, 24.30 e 44, João 14.3, Atos 1.10 e 11, Colossenses 3.4 1Tessanolissenses 4.16 e Apocalipse 1.7, percebemos a afirmação de dois anjos que Jesus virá da mesma forma que subiu, cremos que Jesus foi arrebatado aos céus de forma literal, então Jesus virá da mesma forma, os seus discípulos o viram subir até as nuvens e nós o veremos descer sobre as nuvens, não apenas o veremos como também o ouviremos e teremos o prazer de nos encontrar com o Senhor pessoalmente, tudo isso acontecerá de forma repentina, quando menos esperarmos o Senhor Jesus virá e buscará a sua igreja. Não precisamos nos preocupar com os crentes que já dormem, pois os textos de 1Cr 15. 42-44, 49, 51-53, 1Ts 4.13-17, Lc 14.14, Jo 5.28 e 29, Ap 20.6 nos mostram claramente que os crentes em Cristo serão ressuscitados e serão arrebatados para os céus antes mesmo que os crentes vivos dos quais os textos de 1Cr 15.51-53, 1Ts 4.17, 1Jo 3.2b, 2ºCr 3.18, Fl 3.21 nos revela que todos os crentes que estarão vivos na ocasião do advento (volta) de Cristo serão transformados e arrebatados para o encontro com o Senhor Jesus nos ares, essa transformação a qual passará o corpo mortal é algo que temos de nos lembrar, o corpo mortal precisa ser revestido para ser imortal, os nossos corpos serão transformados em corpos espirituais os quais terão a capacidade de conviver com a plenitude da glória de Deus (Col 1.19 e 2.9) porque em Cristo esta a plenitude da glória celeste, isso ocorrerá também com os que estavam dormindo em Cristo, receberão novos corpos, não ressuscitarão com os seus antigos corpos humanos e sim com um novo corpo considerado por Paulo um corpo celestial como ficou claro no texto anterior de 1 Co 15.48-49, para que possam estar juntos á Cristo.
A respeito dos incrédulos que já morreram vos declaro que não irão ressuscitar no advento (volta) de Cristo, veja o texto de Apocalipse 20.5, I Tessalonicenses 4.16 nestes dois textos você verá que existe uma seqüência de acontecimentos que deverá ser seguida, e você perceberá o fato que existem dois tipos de ressurreição, e em tempos diferentes, a 1º ressurreição para a vida e a 2º para o juízo. Observe os textos de João 5.29 juntamente com os textos acima e com o texto de Ap 20:6 verá que existem de fato duas ressurreições em tempos diferentes e principalmente com propósitos diferentes, aqui vemos que o juízo final ou seja o grande julgamento não é na ocasião da vinda de cristo, apesar de nesse momento já ficar claro quem esta salvo e quem não esta (Ap 20:5-9). 
A respeito dos incrédulos ainda vivos na ocasião da vinda de Jesus, percebemos através de alguns textos já citados anteriormente, que o mortal precisa ser revestido, mas vamos relembrar: O corpo mortal precisa ser revestido de imortalidade segundo o apóstolo Paulo em 1º-Coríntios 15:53, a necessidade desse revestimento segundo o apóstolo João é para que o ser humano seja transformado e possa ser semelhante a Deus 1º-João 3:2, o próprio Paulo ao escrever a sua carta (epístola) aos Filipenses no capitulo 3 versículo 20 e 21, mostra que Jesus transformará o nosso corpo de humilhação (mortal), para ser igual ao corpo de Jesus, por isso afirmo ser necessário essa transformação para vê-lo (Jesus) como ele é (Deus). 
O escritor aos Hebreus afirma em Hb 12:25-29 que Deus removerá todas as coisas da terra, se até as a terra será transformada o que dizer das pessoas que nela habitam, e no vs29 o escritor declara que Deus é fogo consumidor, e você pode pensar que é um erro declarar isso de forma literal, mas veja o que o apóstolo Pedro disse, Pedro declara que por ocasião da vinda de Jesus uma espécie de fogo fará estragos na terra, e também nos céus impossibilitando a vida corporal (humana) na terra, ele afirma isso em 2-Pedro 3:10 e 12, os estragos na terra ocorrerão porque Jesus dessa vês virá com todo o seu poder e glória, veja o texto de Lucas 21:27, ou seja, Jesus virá como Ele realmente é (Deus), na plenitude da divindade como afirmou Paulo ser Jesus “Cl 2:9”.
Como pode perceber a terra será totalmente desolada por ocasião da volta (advento) de Cristo, veja alguns textos proféticos sobre esse assunto (Jr25:31-33 e Ap 19:17-18), na volta de Jesus não ficará ninguém vivo na terra, não tem outra chance de arrependimento, é preciso se arrepender agora, buscar ao Senhor enquanto se pode achar, porque depois não tem mais como se arrepender, se apresse meu querido irmão e pregue a palavra insta em tempo e fora de tempo, se esforce por arrebatar os ímpios do fogo, infelizmente temos muitos não crentes em nossas famílias, dentro de nossas casas, existem muitos filhos crentes com pais descrentes, existem muitos maridos com esposas não crentes, existem muitas esposas com maridos não crentes, existem muitos familiares nossos que não estão mais na presença de Deus e isso sempre nos deixa preocupados, pois não sabemos nem o dia e nem a hora da volta de Cristo, e se você ama realmente essas pessoas vai desejar a salvação delas, por isso te aconselho: “se apresse”, alguém disse uma coisa muito importante: Enquanto há fôlego há chance de Salvação, cessando o fôlego não há mais como se arrepender. Jesus esta as portas vamos nos apressar em pregar a palavra de Salvação.

A Obra Missionária no Século XXI

A Obra Missionária no Século XXI
Introdução
O crente, seja ele pastor, evangelista, missionário, escritor,ensinador, diácono, ou apenas membro da igreja, se não estiver ocupado, procurando trazer outras pessoas a Cristo, está falhando em seu dever na Obra de Deus. Em Atos 1. 8 Jesus instruiu seus discípulos a testemunharem aos povos de todas as nações a respeito dEle. Deus tem um trabalho importante para que cada um de nós realizemos para Ele, mas devemos fazê-lo pelo poder do Espírito Santo.
Neste versículo, umas séries de progressões foram descritas. As Boas Novas deveriam ser pregadas em Jerusalém, depois na Judéia, e Samaria, e finalmente no mundo inteiro. O cristianismo começaria com os judeus devotos em Jerusalém e na Judéia, seria anunciado aos judeus mestiços de Samaria, e depois, aos gentios nos lugares mais remotos da terra.
Podemos considerar que as Boas Novas de Deus não terá seu destino final se alguém em sua família, seu local de trabalho, sua escola ou em sua comunidade ainda não ouviu falar a respeito de Jesus Cristo. Certifique-se de que você está contribuindo de alguma maneira com a propagação da mensagem do amor de Deus.
Jesus prometeu aos discípulos que receberia poder para testemunhar depois de receberem o Espírito Santo. Note a progressão:
1. Eles receberiam o Espírito Santo;
2. que lhes dariam poder;
3. então testemunhariam e alcançariam resultado extraordinários.
Freqüentemente tentamos inverter a ordem e testemunhar por nosso próprio poder e nossa autoridade. O testemunho não é a exibição do que podemos fazer por Deus. É a prova e o testemunho do que Deus fez por nós.
Evangelizar significa proclamar o Evangelho. O evangelista é um mensageiro de boas novas e desempenha a obra de um missionário, levando o evangelho a lugares, onde ainda é desconhecido.

Nós encontramos na Palavra de Deus o exemplo de Filipe, um dos sete diáconos (At 6:5), que se tornou um grande evangelista (At 21.8). Uma ordem de ministério distinto e bem caracterizada, separado dos apóstolos, profetas, pastores e mestres (Ef 4:11). Em 2 Timóteo 4.5, encontramos o apóstolo Paulo exortando a Timóteo para fazer a obra de um evangelista. No evangelista a paixão pelas almas atinge o ápice e consumação na forma de ministério que domina e absorve toda a vida.

Um rei muito famoso convida pessoas de todas as idades para levar uma mensagem sua por todo mundo. A recompensa é imensa. Quem está disposto a ser mensageiro do rei? Amados, evangelizar é o emprego da Palavra de Deus por todos os crentes, com o sincero desejo no coração de ganhar almas para Cristo em todos os lugares, em todo o tempo, e por todos os meios. Cada cristão autêntico, tem o privilégio de evangelizar. Todos os crentes estão autorizados e nomeados para esta nobre tarefa.

Que possamos ser despertados para esta grande tarefa a nós confiada, pois muitas são as vidas que clamam por salvação. “Vem e vê os campos brancos já estão aguardando braços que os cegarão” (Harpa Cristã, 224).
Devemos entender também que, se não tivermos uma vida cristã autêntica não conseguiremos cumprir a missão de ganhar almas. O caráter precede a missão. Nosso principal objetivo como igreja é – além de promover e realizar a proclamação do nome de Jesus – buscar a construção de um caráter cristão. Somente uma igreja quebrantada e santa cumprirá a vontade do Mestre. Defendo o sacrifício – não o desnecessário, intencional e auto-definido – como condição de Deus para cumprir uma missão.

Caso desejemos cumprir a missão, não poderemos nos isentar da possibilidade do sacrifício. O texto bíblico onde encontramos essas verdades é Apocalipse 3. Nesta passagem, João, segundo o mandado de Jesus, escreveu cartas as igrejas da Ásia, das quais destacamos a igreja de Laodicéia, cidade fundada por Antíoco II, no século III a.C. – tal nome foi dado à cidade para honrar a Laodice, a esposa de Antíoco. O que foi dito àquela igreja faz-nos refletir sobre nossa própria identidade, bem como uma vida cristã autêntica. Que o senhor Jesus nos ajude a ouvirmos o que Ele falou a Laodicéia com o coração pronto a obedecer.
Calvino, ao discorrer sobre a busca de uma vida cristã autêntica, afirmou:
Não somos nossos; portanto, nem nossa razão, nem nossa vontade devem presidir nossos planos ou atos; portanto, não tenhamos como objetivo procurar o que convém a carne. Não somos nossos; portanto, esqueçamos, na medida do possível, a nós mesmos e tudo o que é nosso. Pelo contrário, somos do Senhor; logo, vivamos e morramos para Ele. Somos de Deus; portanto, deixemos a sua sabedoria e vontade presidir todas as nossas ações.

Um dos nomes mais lembrados como sinônimo de fidelidade ao Senhor, na história das missões, é o de Jim Elliot. Missionário de Asas do Socorro entre a tribo Auca, no Equador, ele e sua equipe arriscaram a vida por diversas vezes ao fazerem contato com um povo até então isolado. Elliot foi martirizado com seus amigos, em um dos fatos que mais chocou o movimento missionário da época. Entretanto, o trabalho não parou; missionários regressaram, e os indígenas foram alcançados, evangelizados, batizados. E hoje louvam a Deus pelas vidas de Jim Elliot e seus amigos, que não desistiram perante os riscos.
Em uma de suas cartas, escrita no auge de seu entusiasmo missionário, Elliot lançou-nos um desafio: “Viva de tal forma que, ao chegar a hora de sua morte, nada mais tenha a fazer se não morrer”
Por Márcio Andrade